A indignação seletiva não vai nos ajudar em nada

A indignação seletiva não vai nos ajudar em nada

Em fevereiro deste ano, um renomado ex-jornalista gaúcho ofertou vagas para trabalharem com ele e deixou claro: “Assédio Moral será uma realidade”. Não houve textão nem gritos histéricos de influenciadores digitais do Internacional, clube para o qual o ex-jornalista hoje presta serviços. Ou desserviço, como muitos defendem.

Dois meses depois, um outro comunicador, desta vez um jornalista meio historiador, mandou uma colega de trabalho “voltar para a cozinha”. Neste episódio, exibido ao vivo em um programa líder no rádio gaúcho, o mundo desabou. Todos os influenciadores que silenciaram em fevereiro, se manifestaram em abril. Provavelmente pelo fato de o jornalista em questão torcer para o rival.

Com o mundo desabando, influenciadores tricolores saíram para defender o indefensável. Nessa indignação seletiva, todos perdem. Existem bandeiras que são levantadas por gremistas e colorados, ou assim deveria ser. O combate ao machismo deveria ser uma causa defendida pelos dois lados do estado.

Entre ambos os casos ocorreu uma campanha fundamental de combate ao Machismo nos estádios, nas redações e em todos os lugares. O Deixa Ela Trabalhar foi pauta de uma matéria escrita pela Marja Camargo para o Conexão Grenal. É uma bandeira para o site. É uma obrigação do Conexão abrir espaço para esse tipo de reflexão.

Acredito que ao invés de abrirmos um caça as bruxas, devemos promover o diálogo e a reflexão. Eu aprendi com o tempo que é fundamental ouvir o outro lado, policiar as minhas ações e refletir sobre o que está sendo debatido. Lembrar que respeito é a base de tudo.

Sobre os casos citados, ambos devem repensar as suas atitudes e comportamentos. Nenhum deles é melhor ou pior. Ambos são humanos em suas falhas e devem refletir sobre isso.

Evoluir é possível.

Encerro este texto com o tweet da Renata de Medeiros sobre o caso, acho necessário.

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