Bianca Müller exalta trabalho de Selton Mello: “é generoso e sensível”

A atriz Bianca Müller, 22, realizou um sonho ao ser dirigida por Selton Mello em seu primeiro personagem de destaque. A jovem ginasta Nina, em Sessão de Terapia, chamou a atenção da imprensa especializada pela excelente performance da paulistana.

A personagem de Bianca é a ginasta de 15 anos, Nina. Ela é levada à terapia após um estranho acidente que quase a matou. Fisicamente é forte, mas psicologicamente frágil. A garota possui sérios problemas de socialização, além de uma difícil relação com seus pais. No elenco da série exibida no final do ano passado pelo GNT, e reprisada até o fim de janeiro, estão ZéCarlos Machado, Maria Fernanda Cândido, Sérgio Guizé, Mariana Lima, André Frateschi, Selma Egrei, Maria Luísa Mendonça e Mayara Constantino. Nesta entrevista Bianca comenta sobre a experiência de ser dirigida por um ídolo, o comecinho de sua carreira e sobre o filme Boa Sorte, meu amor, película que já rodou por festivais e deve chegar ao grande público este ano.

Foto: Adalberto Pygmeu
Foto: Adalberto Pygmeu

Simulações – Fã do Selton Mello, como foi trabalhar com ele e como foi receber os elogios públicos que ele lhe fez?

Bianca – Além da realização de um sonho foi também uma escola. Selton é generoso e sensível, ele tem todas as qualidades que um ator sonha encontrar em um diretor. Por ser muito fã de seu trabalho confiei plenamente em sua direção e me entreguei ao trabalho. Os elogios me fizeram muitas vezes chorar de emoção e felicidade, mas vinham carregados de expectativa no público, e não sei até que ponto isso pode ser bom ou não. No mais, só tenho a agradecer o Selton por confiar no meu trabalho ainda em processo de desenvolvimento, afinal ele tem 30 anos de profissão e sabe “um pouquinho” né?! (Risos)

Simulações – Como é fazer o papel de uma menina de 15 anos, sendo mais velha. Isso ajuda ou atrapalha?

Bianca – Não achei esse fato um grande desafio, afinal meu próprio perfil é de uma garota mais nova. Porém com o texto certo, a direção certa, o figurino, a luz e todas essas questões bem trabalhadas, chegamos ao resultado desejado graças a um trabalho de equipe, e uma ótima equipe aliás. Acredito que isso ajude por ampliar minha zona de interpretação, quero dizer… entre 15 e 22 anos já ganhei 7 anos de personagens. Cabe a mim agora explorar personagens mais velhos para que essa zona de interpretação amplie ainda mais. Só preciso de um papel mais velho pra isso. Rs

Foto: Jorge BispoSimulações – Existia semelhança entre a personagem Nina e a Bianca? Você era tão mimada como ela?

Bianca – Acredito que sim, sempre existem semelhanças, afinal temos que buscar algumas referencias nossas pra criar os personagens. Quanto a Nina ser mimada, vou ter que discordar. Pelo contrário, acredito que o problema dela é ausência e não excesso. Os pais a deixaram de lado pra mergulhar em suas próprias questões e o resultado é uma menina problemática, carente, implorando por um pouco de afeto sincero, ou no mínimo atenção. E se eu sou mimada? Bom, não sou não.

Simulações – Vamos falar um pouco do filme “Boa Sorte, Meu Amor”. Como é a sua personagem?

Bianca – Minha participação no filme foi pequena. Quando fechei com o diretor minha personagem tinha mais cenas, porém antes de começarmos as gravações, tivemos uma reunião e foi então que decidiram cortar as principais cenas da minha personagem já que seriam as primeiras cenas do filme e deixaram o espectador confuso sobre quem seria o protagonista. Desta forma minha participação se resumiu a personagem Izabela, que é uma patricinha mal amada que tem um caso com o protagonista do filme Dirceu.

Simulações – O filme foi gravado em 2011, ele foi importante em que sentido para a sua atuação no Sessão de Terapia?

Bianca – Foi importante a medida que conheci pessoas incríveis que me ensinaram muita coisa, me trouxe mais bagagem, um pouco mais de experiência, e sem dúvida isso conta muito. Porém a participação no filme nada teve haver com os teste para Sessão de Terapia.

Simulações – Você é formada em Rádio e TV. Isso ajuda na sua atuação diante das câmeras?

Bianca – Sim. Qualquer conhecimento que se adquire, te ajuda como profissional, e nesse caso não é diferente. Conhecer os bastidores faz com que eu agilize as gravações. Sei onde esta a câmera, o plano que se usa, a luz que valoriza, localização do microfone, e dessa forma minha interpretação se torna mais objetiva, o diretor fica mais livre pra focar com minha interpretação e menos em explicações técnicas pra mim.

Simulações – Embora a curta carreira, teve algum personagem que você tenha achado mais complicado de fazer?

Bianca – A personagem mais difícil da minha pequena carreira foi uma velhinha na faixa dos 70 anos que fiz no teatro, na minha primeira peça que foi uma adaptação da peça chamada Nossa vida em família de Oduvaldo Viana Filho. Eu tinha 17 anos na época e envelhecer 60 anos não foi nada fácil.

Foto: Jorge Bispo

Simulações – Você é paulista, nascida na capital, queria saber se você já conhece o Rio Grande do Sul, conhece algumas coisas do estado. Se tem vontade de atuar por aqui…

Bianca – Infelizmente ainda não conheço. E claro que tenho muita vontade de conhecer, mais ainda de trabalhar ai. Seria uma honra e um prazer imenso. Nada melhor do que fazer o que se ama e ainda viajar conhecendo novas culturas, novas pessoas, novos lugares.

Simulações – Que tipo de personagem você gostaria de representar?

Bianca – Meu gênero preferido é o drama, e dentro dele adoraria fazer uma personagem densa e louca, algo como o personagem Tarso, feito maravilhosamente bem pelo ator Bruno Gagliasso na novela Caminho das Índias. Ou ainda uma vilã não caricata, não óbvia.

Simulações – Você fez uma esquete, se posso chamar assim, no YouTube. Você já pensou em produzir material para a web?

Bianca – Na verdade não é uma esquete, pode chamar de desabafo. Você fala daquele vídeo sobre “o que é belo?!” certo?! Bom, eu gosto muito de escrever, sempre gostei. Mas em alguns momentos quero falar, mais do que escrever… E foi o que eu fiz. Estava tão de saco cheio de ver milhões de lindas meninas sofrendo por um padrão de beleza criado sei lá por quem e sei lá porque, que resolvi desabafar. Foi só isso. Não tem nada de artístico naquele vídeo, não quis mostrar nada de interpretação ou coisa assim, quis apenas manifestar um pensamento. E por enquanto não penso em fazer material para web não, pelo menos não produção própria!

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