Dez anos sem Cássia Eller

Cássia Eller era a dona de uma das mais potentes vozes da música brasileira. Cantava de Nirvana a Noite Ilustrada, passando por Beatles, Chico Buarque, Cazuza, Ataulfo Alves, Lobão, Nando Reis, Alcione, Renato Russo, Edith Piaf… A base musical de Cássia era vasta. Na adolescência chegou a participar de coral, além de atuar em uma banda de forró e em um trio elétrico.

Gravou seu primeiro disco em 1990, Cássia Eller tinha Não sei o que eu quero da vida, além de Por enquanto, de Renato Russo. Em 1992 lança O marginal e dois anos depois lança Cássia Eller 2 com Malandragem (escrita por Cazuza e Frejat para Ângela Rô Rô que recusou a música e viu ela estourar com Eller), ECT (de Nando Reis que viria a ser um dos mais importantes parceiros da carreira de Cássia), 1º de Julho e Música Urbana (ambas do Renato Russo).

Na Cadência do Samba (Ataulfo Alves), Lanterna dos Afogados (Herbert Vianna), Metrô Linha 743 (Raul Seixas) também estão presentes no Cássia Eller 2. Em 1997 Cássia lança seu quarto álbum, Veneno AntiMonotonia, onde presta uma homenagem a Cazuza regravando algumas das principais músicas do cantor e compositor. No ano seguinte apresenta uma versão ao vivo de seu último álbum com Veneno Vivo.

Em 1999, com a carreira consolidada, Cássia lança Com você… meu mundo ficaria completo, produzido pelo parceiro Nando Reis. Este é o último disco de estúdio da cantora. Entre as canções estão O Segundo Sol, Mapa do meu nada, Gatas Extraordinárias, Um Branco, Um Xis, Um Zero, Meu mundo ficaria completo, Palavras ao vento, Infernal, As coisas tão mais lindas, entre outras.

Cássia atingiria o auge da carreira em 2001. Logo no dia 13 de janeiro se apresentava no Rock In Rio 3 fazendo uma das melhores apresentações do festival. Em março grava o Acústico MTV, um dos melhores já produzidos pela emissora. No dia 29 de dezembro daquele ano viria a falecer em decorrência de um infarto, aos 39 anos.

Em 20 anos de carreira foram produzidos cinco discos de estúdio, três discos ao vivo e dois dvds, além de diversos discos póstumos e recompilações. A morte da artista gerou um processo judicial entre os pais da cantora e a sua parceira, Maria Eugênia, pela guarda do filho de Cássia, Chicão. Ao fim do processo a guarda de Francisco foi mantida com Maria Eugênia. A vitória foi de extrema importância para o movimento gay.

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