O fim melancólico das três maiores bandas dos anos 90

O fim melancólico das três maiores bandas dos anos 90

As três maiores bandas dos anos 1990 foram: Charlie Brown Jr. (1992 – 2013), Raimundos (1987-1990; 1992 – atualmente)  e O Rappa (1993-2018). Das três apenas uma segue em atividade, porém é deprimente ver o que vem produzindo.

Raimundos (1987 – 1990; 1992 – Atualmente)

Raimundos começou as suas atividades em 1987, mas o sucesso mesmo aconteceu após a sua retomada em 1992. O estouro aconteceu 1994, sob direção de Carlos Eduardo Miranda. Nos anos seguintes a banda empilhou sucessos como Puteiro em João Pessoa, Selim, Eu quero ver o ocô, Esporrei na manivela, O Pão da Minha Prima, entre outros.

O ano de 1997 foi um ano para ser esquecido, ou lamentado, pelos fãs da banda. É neste ano que o disco Lapadas do Povo é lançado, mas as vendas são ruins. O ano terminaria com uma tragédia em um show da banda, realizado em Santos – SP. Oito pessoas morreram e 67 ficaram feridas.

Já 1999 é um ano memorável, com o lançamento de Só no Forévis, o disco mais vendido da banda. Hits como A Mais pedida, Me Lambe e Mulher de Fases estouram nas rádios e na MTV Brasil. No ano seguinte é lançado o Ao Vivo MTV Raimundos.

A banda deveria ter acabado em 2001, quando Rodolfo deixou o grupo. Outra oportunidade foi na saída de Canisso, em 2002. A insistência, problemas com gravadora e falta de novos hits marcam os últimos 16 anos da banda. O último álbum, o Raimundos Acústico, foi lançado em abril de 2017 e é completamente desnecessário.

Ele teria algum sentido se fosse lançado em 2005, agora é apenas um apanhado de canções de sucesso com uma nova roupagem. A participação de Ivete Sangalo deixa o disco constrangedor.

Charlie Brown Jr. (1992 – 2013)

Foto: Alex Carvalho/ Flickr

Criada no começo dos anos 1990, a banda estoura no cenário nacional na segunda metade da década com Transpiração Contínua e Prolongada. O auge do sucesso foi atingido em 2003 com o Acústico MTV.

O primeiro disco após o Acústico – Tamô aí na atividade – marca uma ruptura na banda. Saíram Marcão, Renato Pelado e Champignon. Thiago Castanho, que havia saído em 2001 retorna no álbum Imunidade musical.

Marcão e Champinhom retornariam ao Charlie Brown em 2011, mas a ruptura nunca seria, de fato, superada. O alto consumo de drogas e a depressão enfrentada por Chorão culminaram com uma overdose em 6 de março de 2013. Champignon cometeria suicídio em setembro daquele ano.

Entre a morte de Chorão e o desaparecimento de Champignon, os integrantes tentaram seguir suas vidas com A Banca. Marcão atualmente toca com a banda Bula, ao lado de Lena Papini, ex-integrante de A Banca. O último disco do Charlie Brown Jr foi lançado em 2013, meses após a morte de Chorão. La Familia 013 tem canções marcantes como Meu Novo Mundo.

O Rappa (1993 – 2018)

Foto: Divulgação

O sucesso d’O Rappa veio em seu segundo disco, Rappa Mundi, lançado em 1996. Canções como Pescador de Ilusões, A feira, Miséria S.A., entrou outras, marcaram este disco. O terceiro álbum foi apresentado ao público em 1999. Lado A Lado B tem em seu setlist Minha alma, O que sobrou do céu, Me Deixa e Lado A Lado B.

Em 2000 o baterista Marcelo Yuka é vítima da violência urbana e acaba paraplégico. Ele se retira da banda após o lançamento do álbum Instinto Coletivo. Após a saída de Yuka a banda decide seguir e em 2003 lançam O silêncio q precede o esporro, com boas canções como Rodo Cotidiano, Mar de Gente e Reza Vela.

O auge da banda aconteceu em 2005 com o Acústico MTV. Depois disso foi lançado mais dois álbuns de inéditas – 7 vezes (2008) e Nunca terá fim… (2013). O último registro da banda é Marco Zero, de 2017. Na última turnê os integrantes já não exibiam a mesma sintonia no palco e, nem em público, se falavam.

2 comentários em “O fim melancólico das três maiores bandas dos anos 90”

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: