Quase duas perdas ou tragédias por semana no começo de 2019

Quase duas perdas ou tragédias por semana no começo de 2019

Um ídolo que se vai em um começo de ano marcado pela dor. Marcelo Yuka, Caio Junqueira, Wagner Montes, Brumadinho, as Chuvas no Rio, Ninho do Urubu, Ricardo Boechat, incêndio no CT do Bangu, incêndio na usina de Belo Monte… isso apenas no Brasil. Nesta terça já temos, fora do país, a morte de Gordon Banks e um incêndio em hotel na Índia.

Chegamos ao dia 43 do ano de 2019 colecionando dores. Perdas que a vida nos impõe através de doenças, como Yuka e Montes. Perdas oriundas de acidentes inexplicáveis, como de Junqueira e Boechat. Perdas evitáveis como o crime da Vale, em Brumadinho, ou o fogo no alojamento improvisado do Ninho do Urubu.

Em seu último comentário, na manhã da segunda feira, 11, Ricardo Eugênio Boechat cobrava, na Rádio BandNews FM, que as respostas da justiça para as tragédias evitáveis fossem mais rápidas. Para isso lembrou uma longa lista de crimes impunes – utilizando como base reportagem do jornal O Globo.

Boechat era um ídolo. Uma referência. Alguém que alinhava credibilidade, comentários sóbrios e humor. A falta que ele já faz ao país é gigantesca. Era o maior âncora, mesmo não estando na maior TV do país. Em um momento sombrio é triste perder alguém que conseguia agregar, dialogar.

Foram nove perdas ou tragédias no Brasil em 43 dias. Uma a cada 4,7 dias. O pior é saber que nada é feito de efetivo para que as nossas tragédias não se repitam. O ano está mais pesado que o normal, não acredito que as coisas vão se acalmar em breve, infelizmente. ​

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