“Pouco importa o que essa gente vá falar mal” – Barão Vermelho

Foto: Divulgação

Barão Vermelho é uma das minhas bandas favoritas. Escolher um disco seria complicado, ainda mais para uma banda que tem três fases distintas sem perder o poderio em suas canções. Esse post eu vou fazer diferente, até pelo tamanho do Barão. Vou tentar fazer um resumão da história do Barão. Lembrando que tem filme sobre o Cazuza, tem documentário sobre a banda e tem livro.

Barão foi criado em 1981 e lançou seu primeiro disco no ano seguinte. Na formação original, Cazuza era o vocalista. A primeira faixa, do primeiro long play é sensacional. “Pouco importa o que essa gente vá falar mal”. Uma boa abertura. Todavia a música que mais amo desse disco é Down em Mim.

Com Cazuza nos vocais o Barão ainda lançou mais dois discos e empilhou sucessos. Em 1985 ele deixa a banda e vai para a carreira solo. Frejat assume como novo vocalista. Ele estará nos microfones da banda até 2013. Nesse período o Barão gravou 9 discos de estúdio e mais 4 ao vivo.

Preciso dizer que no período com Frejat nos vocais a banda fez três pausas. A primeira entre 2001 e 2004. A segunda de 2007 a 2012. A última entre 2013 e 2017. Quando retornou da última vez, Frejat resolveu não permanecer na banda. Mas falo isso logo mais.

O período do Frejat como vocalista é recheado de grandes músicas. Declare Guerra, Amor de Irmão, O poeta está vivo, Fúria e Folia, Pedra, Flor e Espinho, Comendo Vidro, Pense e Dance, Nunca existiu pecado, Meus bons amigos, Puro êxtase, Por você, No topo do mundo, Cara a cara, Cuidado, A chave da porta da frente, Embriague-se, A máquina de escrever, Só o tempo, entre outras.

Em 2017 a banda quis retomar para comemorar, em 2021, os 40 anos da banda. Como Frejat não topou voltar liberou a banda para a busca de um novo vocalista. Guto Goffi, Fernando Magalhães e Maurício Barros foram atrás de Rodrigo Suricato. Líder do Suricato, grupo criado em 2009 que ficou conhecida após participar de um reality show musical na TV Globo.

Suricato estreou nos vocais do Barão em um disco mediano, com regravações de clássicos da banda. Creio que tenha sido um “teste”. Depois, já em 2019, entrou para valer. Viva, último álbum lançado pelo grupo é muito bom. Eu nunca estou só, Por onde Eu For, Castelos e A solidão te engole vivo são belas canções.

Diferente do Titãs, que se desmanchou ao logo dos últimos anos, o Barão Vermelho segue potente, com uma força poética incrível, mesmo tendo baixas consideráveis, como as saídas de Cazuza, que faleceu em 1990, e Frejat.